Com isso, a greve de tão previsível e de tão vulgarizada perdeu seu efeito e hoje é um fato adicionado ao calendário escolar como as férias e as provas. O histórico de greve da nossa UFPB - e das universidades brasileiras em geral - é enorme. Raro o semestre em que alunos não são punidos e impedidos de estudar porque funcionários ou professores decidem que é a hora da greve. Essa decisão não parte da coletividade, mas de um pequeno número de militantes que toma de assalto os sindicatos e instituições classistas e passa a falar em nome de toda uma categoria, muitas vezes sem ter essa autoridade.
Não se nega que a UFPB - e a universidade brasileira - precisa de reparos que vão desde a planilha curricular, passam pela quantidade de cursos e acabam numa pedagogia ineficiente, mas já ficou historicamente provado que a greve não é remédio para esses males ou eles já teriam sido resolvidos há anos. Antipática, agressiva, mutiladora, a greve acaba por levantar contra quem a pratica a ira de uma sociedade que paga impostos para ter direito inclusive à educação.
fonte: Polêmica Paraíba
Comentários
Postar um comentário