GREVE LOGO LOGO Entre direitos e deveres!


Mestres de nossa veneranda UFPB acenam outra vez com um movimento grevista. Tudo bem. A greve é um direito e uma conquista do trabalhador, um direito que é usado como extremo recurso para se conseguir reivindicações emperradas. Só que no meio universitário a greve, a paralisação, se tornaram a primeira medida, o recurso primário para qualquer conquista. 

Com isso, a greve de tão previsível e de tão vulgarizada perdeu seu efeito e hoje é um fato adicionado ao calendário escolar como as férias e as provas. O histórico de greve da nossa UFPB - e das universidades brasileiras em geral - é enorme. Raro o semestre em que alunos não são punidos e impedidos de estudar porque funcionários ou professores decidem que é a hora da greve. Essa decisão não parte da coletividade, mas de um pequeno número de militantes que toma de assalto os sindicatos e instituições classistas e passa a falar em nome de toda uma categoria, muitas vezes sem ter essa autoridade.

Não se nega que a UFPB - e a universidade brasileira - precisa de reparos que vão desde a planilha curricular, passam pela quantidade de cursos e acabam numa pedagogia ineficiente, mas já ficou historicamente provado que a greve não é remédio para esses males ou eles já teriam sido resolvidos há anos. Antipática, agressiva, mutiladora, a greve acaba por levantar contra quem a pratica a ira de uma sociedade que paga impostos para ter direito inclusive à educação.

fonte: Polêmica Paraíba

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