Políticos paraibanos se mobilizam para evitar racionamento de combustíveis no estado!

Porto pode perder quase metade das receitas, diz Trócolli
Alguns políticos da Paraíba já anunciaram que estão se mobilizando para evitar que os procedimentos de recepção e distribuição dos combustíveis sejam totalmente transferidos do Porto de Cabedelo para o Porto de Suape, em Pernambuco. Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo (Sindipetro-PB), Omar Hamad Filho, o estado já sofreu redução de 50% na oferta desses produtos, o que tem causado escassez dos derivados de petróleo no mercado do estado. O presidente informa que a situação decorre de um corte de gastos priorizado pela Petrobrás, que pretende concentrar abastecimento e distribuição de combustíveis no entreposto da Grande Recife.

O deputado federal Leonardo Gadelha (PSC) diz que está extremamente preocupado com essa determinação da Petrobrás, informada pelo Sindipetro-PB. O parlamentar também afirma que vai se reunir com a bancada para tomar uma providência urgente, porque se trata de algo inviável para a continuidade do desenvolvimento econômico do estado. Ele concorda com Trócolli quando fala que haverá aumento de preços e retração no consumo. “Historicamente, a Paraíba já enfrentou muitos atrasos e hoje nós não aceitamos mais isso. Se a logística dos combustíveis for feita somente por Suape, além de inutilizar uma grande parte da capacidade do nosso porto, ainda vai ter uma grave influência nos preços, que sofrerão aumentos”.

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) revela que é contrário a essa transferência para Pernambuco e diz que o assunto deve ser tratado como pauta prioritária nas discussões do Senado. “Pretendo articular a bancada de forma que esse tema seja debatido de maneira urgente para que a Paraíba não tenha que passar por essa situação e enfrente graves prejuízos econômicos".
De acordo com o Sindipetro, a Paraíba já enfrenta racionamento desde o final de 2012 e a situação deve se agravar a partir de setembro deste ano; os postos são abastecidos através de revezamento e rodízios, o que tem provocado a falta de alguns derivados em vários estabelecimentos do estado.
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fonte: Portal Correio

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