A jovem então resolveu tomar banho no rio quando, de repente, submergiu em um poço profundo, causado pela extração mecanizada de areia do leito do rio, por empresas que extraem e comercializam o produto já há vários anos no município.
No ano passado, O MPF pediu que a Justiça Federal concedesse liminar determinando a imediata suspensão nas atividades de lavra exercidas por Pedro Vaz Ribeiro Neto, Pedro Vaz Ribeiro Neto – ME e Fábio Mendonça da Silva. Como também, que a Sudema e o DNPM deixem de conceder autorizações minerarias e licenças ambientais para a área da empresa Pedro Vaz Ribeiro Neto – ME. Tais medidas devem ser adotadas até o julgamento final (de mérito) da ação civil pública.
No município vizinho de Itabaiana, onde também havia a extração mecanizada de areia por algumas empresas, a Câmara Municipal aprovou uma lei proibindo definitivamente essa agressão ao rio Paraíba. Seria muito bom que a Câmara Municipal de Pilar seguisse este exemplo e também aprovasse uma lei proibindo a extração mecanizada de areia em nosso município. Devemos cobrar dos vereadores pilarenses a aprovação urgente dessa lei, antes que mais vidas sejam ceifadas pela ganância dos poderosos que estão explorando desordenadamente a nossa natureza!
Definitivamente, o rio Paraíba já não é o mesmo do tempo em que o menino de engenho, José Lins do Rego, tomava banho tranquilamente em suas águas, com os moleques da bagaceira. Dias difíceis estamos vivendo. As autoridades, juntamente com a sociedade, têm que tomar uma atitude urgente para coibir essa degradação absurda ao nosso meio ambiente!
(Texto
em construção)
Antonio
Costta
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